Texto(s) base: Rm 12:9-21
ALIANÇADOS PARA CONQUISTAR - Romanos 12:9-21
“A obsessão pela experiência pessoal como único caminho válido para o conhecimento de Deus tem levado os cristãos a perderem de vista o lugar e o significado da relação pessoal na espiritualidade cristã” – Ricardo Souza, em O caminho do coração.
Com certeza, na intimidade, no secreto do quarto, Deus fala conosco. Porém, não devemos menosprezar que também através dos meus irmãos, da igreja, a vontade dEle é revelada.
A igreja não é instituição, clube, lugar de nosso gosto e afinidade que escolhemos e cujas regras determinamos. A igreja é, antes de tudo, um lugar sagrado que pertence a Deus e que surge pelo atendimento de um chamado. Não somos nós que escolhemos a igreja. Deus é quem nos escolhe e chama para ela. A participação na igreja implica em deixar de lado de fora meus pensamentos e caminhos para me converter e aceitar os caminhos e pensamentos de Jesus Cristo.
A vida cristã é feita de relacionamentos
Todas as virtudes cristãs – humildade, mansidão, perdão, generosidade, justiça, domínio próprio, os frutos do Espírito – não podem ser experimentadas solitariamente, mas na comunidade, nos relacionamentos, na comunhão, no “uns aos outros”. E Deus, o Deus Trino, é referência de relacionamento perfeito entre pessoas (Trindade) de tal forma que nos parece (e é) Único.
Meu relacionamento com os outros mostra quem sou
Não há conhecimento próprio fora dos relacionamentos – nossa dificuldade em viver em comunhão com os outros é porque revela nossas feridas, medos, pecados, ansiedades e ambigüidades; na proximidade tudo isto aparece – são as doenças da alma. Se me chateio quando meu irmão é bem sucedido, abençoado, se não consigo me alegrar com ele, isto é doença da alma. Se não me entristeço quando algo dá errado, com o fracasso dos outros, também é doença.
Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram (Rm 12:15) Deus quer que eu compartilhe dos sentimentos dos meus irmãos. Como membro do corpo de Cristo, preciso da família e da igreja, preciso da comunhão pessoal para preservar-me cristão e humano. Se as pessoas rejeitam a comunhão por achá-la chata, enfadonha, complicada, é porque ainda resistem ao amor, à entrega e ao encontro real consigo mesmas. É somente na comunhão que experimentamos a aceitação das diferenças e o caminho do sacrifício e da renúncia. É nesta dinâmica da comunhão, na superação do egoísmo, na aceitação do outro, que eu me encontro comigo na presença de Deus. Fora de um relacionamento pessoal não há conhecimento objetivo de nós mesmos. Mas a relação entre a pessoa e a igreja é determinada pelo relacionamento entre a pessoa e Cristo. O ser nova criatura em Cristo é provar o poder de uma nova humanidade que se realiza na experiência da comunhão. (Eugênio Quispe)
Deus estabelece a aliança como modelo de relacionamento
Na aliança, o amor precede aos mandamentos e é expresso de forma incondicional. A aliança nos torna mais relacionais e aponta para uma forma de amor que supera as expectativas narcisistas e nos conduz ao amor paciente, amor generoso, amor verdadeiro, amor sofredor, amor esperança. E este amor me leva, como membro do corpo de Cristo, a superar meu egoísmo e amar como Jesus amou; a andar ligado aos meus irmãos com cordas de aliança, independente da situação favorável ou contrária. A honrar a aliança com o ministério onde o Senhor me tem colocado. Enfim, todos juntos, “Aliançados para Conquistar”.
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