O que é biblicamente correto no relacionamento sexual? .
O que a Bíblia permite que um casal evangélico faça “entre 4 paredes”? Dentre as diversas práticas sexuais, quais seriam lícitas para o cristão? É-me lícito ir com minha esposa ao motel? O que o jovem que está namorando deve saber para, no futuro casamento, ser obediente ao Senhor e ter um comportamento sadio no relacionamento sexual? Estes são alguns exemplos das muitas dúvidas sobre sexo que o povo de DEUS tem. O fato é que sexo é tabu para muitos cristãos, até porque, com raras exceções, pouco se fala sobre o assunto com profundidade nas Igrejas. Abaixo apresentamos algumas opiniões a respeito, dadas por especialistas cristãos no assunto. As posições apresentadas são de foro íntimo de cada participante e podem não refletir o pensamento de uph info.
Segundo o Pastor Adival Vale, 73 anos, da Igreja Nova Peniel, Tijuca – Rio de Janeiro, “o sexo foi criado por DEUS para a procriação e a multiplicação da espécie antes da queda de Adão e Eva e da presença do pecado no ser humano. Quanto ao sexo oral e anal, é totalmente extrabíblico, incompatível com a consciência cristã. O casal evangélico deve evitar essas práticas”.
Mas para o Pastor Mauro Israel Moreira, 58 anos, da 1ª Igreja Batista de São Gonçalo, com quatro mil membros, “quanto a certas práticas sexuais, a Bíblia nos traz princípios. Em Provérbios 30.18 e 19, percebo que existe um momento de intimidade entre um homem e uma mulher que tem de estar protegido pelo princípio da confidencialidade. Será que a Igreja tem o direito de legislar sobre essa intimidade quando nem mesmo a Bíblia o faz? Tem o direito de dizer o que pode e o que não pode fazer?”, questiona. Com 30 anos de ministério, acostumado a lidar com o assunto em seus aconselhamentos, o Pastor Mauro Israel destaca que o problema do sexo é mais profundo porque nossa sociedade mascarou a afetividade. “Não é bom dizer: ‘estamos carentes, precisando de atenção e carinho’. Então, busca-se satisfazer as carências no sexo. Se houvesse mais afeto, o ser humano não seria tão voluptuoso. Há casais que só trocam carícias no momento do sexo. Isso não é uma atitude normal”, opina. “Não vou generalizar, mas, com muita freqüência, vejo meninas que, por carência de afeto, entregam-se a homens aproveitadores que somente desejam explorá-las sexualmente”. O Pastor Mauro Israel também destaca que atualmente a Igreja pouco tem influenciado a sociedade nesse sentido; pelo contrário, ela é que tem sido influenciada por ela: “Infelizmente a Igreja tem deixado a desejar, porque de alguma maneira a pregação evangélica hoje tem sido afetada pelo consumismo, pelas leis de mercado, pelo que dá Ibope e é agradável aos outros. Agindo assim, deixa de ter voz profética e perde a relevância”, ressalta.
Para o médico, patologista clínico, terapeuta de família, especialista em DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e membro da Igreja Metodista Central em Niterói – RJ, Jairo Rocha, 56 anos, o maior problema é a falta de informação e o pouco diálogo sobre o assunto dentro das famílias, agravando as dúvidas existentes entre os solteiros, adolescentes e jovens cristãos. Muitos, por exemplo, questionam a obediência a DEUS no sentido de se guardarem sexualmente para o casamento. Outros tentam reprimir tudo o que possa lembrar ou levar ao sexo, sem buscar aconselhamento pastoral, familiar ou profissional. “A válvula de escape para muitos jovens consiste em praticar muito esporte para gastar a energia acumulada. Mas não são poucos os casos de jovens e adolescentes crentes que recorrem à masturbação e à pornografia como instrumentos de ‘alívio’ ”, explica. Para a estudante “Maria” (nome fictício para preservar a identidade da jovem), 23 anos, freqüentadora da Casa de Oração em um bairro do Rio de Janeiro, “a questão sexual é complicada para mim porque meu namorado não é evangélico. Nem sei ainda se vou casar com ele. Não me relaciono sexualmente. Pretendo fazer isso somente após o casamento. Aí sim, não terei censura em relação ao sexo”. Para Jairo Rocha, os jovens não devem ter, em hipótese alguma, relação sexual antes do casamento porque a Bíblia define sexo antes do casamento como prostituição. Para fundamentar ele cita 1Coríntios 7.2. “A Palavra de DEUS diz que, por causa da prostituição, cada um deve ter sua própria mulher e seu próprio marido. Ezequiel 23.3 diz que o simples tocar no seio de maneira erótica (entende-se o tocar no seio de uma mulher que não seja esposa) já é prostituição, uma das obras da carne de Gálatas 5.19-21”, lembra Jair que cita novamente a Bíblia ao ser indagado sobre a prática do sexo anal. “1Coríntios 6.10 condena isso. Como médico posso dizer que há malefícios tanto para o ativo quanto para o passivo. Para o ativo, ocorrem infecções uretrais de repetição, prostatite e infecção nos testículos, podendo causar a esterilidade. Para o passivo, há o relaxamento do ânus com diminuição da função contrátil, surgimento de hemorróidas e aumento do risco de contaminação pelo HIV por meio da absorção do vírus pela mucosa”, ensina. Indagado sobre sexo oral, Jairo diz que a Bíblia não é explícita. “Particularmente penso que as carícias nas áreas erógenas, utilizando-se a cavidade oral, faz parte do jogo amoroso do casal. No entanto, a ejaculação dentro da boca é anti-higiênica, assim como a absorção do fluxo vaginal. Esses fluxos podem conter germes e ocasionar contaminação”, conclui.
Para o Pastor Jaime Kemp, 68 anos, pastor da Igreja Batista do Morumbi, que há mais de 35 anos se dedica ao ministério de aconselhamento de casais e tem livros publicados acerca do tema, além de ser para procriação, sexo representa prazer, lazer e felicidade no casamento. “A Bíblia não é moralista como nós somos e trata do sexo com naturalidade e santidade. ‘Digno de honra entre todos seja o matrimônio bem como o leito sem mácula, porque DEUS julgará os impuros e os adúlteros’ (Hb 13.4). Para DEUS, o que um casal faz no leito matrimonial é santo e puro—o leito só se torna contaminado com o adultério. Muitos distorcem essa passagem. O sexo foi criado por DEUS, não somente para a multiplicação como muitos pensam; mas também para o lazer, prazer e felicidade do casal. Já ouvi muitos líderes religiosos falarem muita bobagem a respeito da sexualidade, como por exemplo: ‘quanto menos relação sexual o casal tiver, mais santo se tornará’. Alguns definem o número de relação sexual que o casal deve ter por mês e muitos vêem pecado até nas posições sexuais. Nós, líderes, temos de respeitar o foro íntimo de cada casal. Podemos dar orientação sobre como melhorar o relacionamento, mas não podemos interferir na intimidade. A menos que haja doenças ou aberrações (como taras sadomasoquistas, pornografia e violência, dentre outras) o casal deve ter liberdade para descobrir sua caminhada sexual num diálogo franco, aberto e santo. A pergunta mais comum nos encontros de casais é sobre a prática do sexo anal. A Bíblia não é explícita nesse assunto. Ela fala da abominação da ‘sodomia’; em Romanos 1, lemos sobre o uso anti-natural dos homens e das mulheres, texto que fala contra o homossexualismo. A medicina desaconselha o sexo anal por várias razões: contaminação, disfunção, etc. Os casais o praticam por terem aprendido com a pornografia que, por sua vez, gera neles uma curiosidade pecaminosa. O assunto é muito delicado. Pessoalmente não recomendo. Aconselho os casais a variar o tipo de posição, porém sendo (e mantendo sempre) relação vaginal”, conclui. אַg
Segundo o Pastor Adival Vale, 73 anos, da Igreja Nova Peniel, Tijuca – Rio de Janeiro, “o sexo foi criado por DEUS para a procriação e a multiplicação da espécie antes da queda de Adão e Eva e da presença do pecado no ser humano. Quanto ao sexo oral e anal, é totalmente extrabíblico, incompatível com a consciência cristã. O casal evangélico deve evitar essas práticas”.
Mas para o Pastor Mauro Israel Moreira, 58 anos, da 1ª Igreja Batista de São Gonçalo, com quatro mil membros, “quanto a certas práticas sexuais, a Bíblia nos traz princípios. Em Provérbios 30.18 e 19, percebo que existe um momento de intimidade entre um homem e uma mulher que tem de estar protegido pelo princípio da confidencialidade. Será que a Igreja tem o direito de legislar sobre essa intimidade quando nem mesmo a Bíblia o faz? Tem o direito de dizer o que pode e o que não pode fazer?”, questiona. Com 30 anos de ministério, acostumado a lidar com o assunto em seus aconselhamentos, o Pastor Mauro Israel destaca que o problema do sexo é mais profundo porque nossa sociedade mascarou a afetividade. “Não é bom dizer: ‘estamos carentes, precisando de atenção e carinho’. Então, busca-se satisfazer as carências no sexo. Se houvesse mais afeto, o ser humano não seria tão voluptuoso. Há casais que só trocam carícias no momento do sexo. Isso não é uma atitude normal”, opina. “Não vou generalizar, mas, com muita freqüência, vejo meninas que, por carência de afeto, entregam-se a homens aproveitadores que somente desejam explorá-las sexualmente”. O Pastor Mauro Israel também destaca que atualmente a Igreja pouco tem influenciado a sociedade nesse sentido; pelo contrário, ela é que tem sido influenciada por ela: “Infelizmente a Igreja tem deixado a desejar, porque de alguma maneira a pregação evangélica hoje tem sido afetada pelo consumismo, pelas leis de mercado, pelo que dá Ibope e é agradável aos outros. Agindo assim, deixa de ter voz profética e perde a relevância”, ressalta.
Para o médico, patologista clínico, terapeuta de família, especialista em DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e membro da Igreja Metodista Central em Niterói – RJ, Jairo Rocha, 56 anos, o maior problema é a falta de informação e o pouco diálogo sobre o assunto dentro das famílias, agravando as dúvidas existentes entre os solteiros, adolescentes e jovens cristãos. Muitos, por exemplo, questionam a obediência a DEUS no sentido de se guardarem sexualmente para o casamento. Outros tentam reprimir tudo o que possa lembrar ou levar ao sexo, sem buscar aconselhamento pastoral, familiar ou profissional. “A válvula de escape para muitos jovens consiste em praticar muito esporte para gastar a energia acumulada. Mas não são poucos os casos de jovens e adolescentes crentes que recorrem à masturbação e à pornografia como instrumentos de ‘alívio’ ”, explica. Para a estudante “Maria” (nome fictício para preservar a identidade da jovem), 23 anos, freqüentadora da Casa de Oração em um bairro do Rio de Janeiro, “a questão sexual é complicada para mim porque meu namorado não é evangélico. Nem sei ainda se vou casar com ele. Não me relaciono sexualmente. Pretendo fazer isso somente após o casamento. Aí sim, não terei censura em relação ao sexo”. Para Jairo Rocha, os jovens não devem ter, em hipótese alguma, relação sexual antes do casamento porque a Bíblia define sexo antes do casamento como prostituição. Para fundamentar ele cita 1Coríntios 7.2. “A Palavra de DEUS diz que, por causa da prostituição, cada um deve ter sua própria mulher e seu próprio marido. Ezequiel 23.3 diz que o simples tocar no seio de maneira erótica (entende-se o tocar no seio de uma mulher que não seja esposa) já é prostituição, uma das obras da carne de Gálatas 5.19-21”, lembra Jair que cita novamente a Bíblia ao ser indagado sobre a prática do sexo anal. “1Coríntios 6.10 condena isso. Como médico posso dizer que há malefícios tanto para o ativo quanto para o passivo. Para o ativo, ocorrem infecções uretrais de repetição, prostatite e infecção nos testículos, podendo causar a esterilidade. Para o passivo, há o relaxamento do ânus com diminuição da função contrátil, surgimento de hemorróidas e aumento do risco de contaminação pelo HIV por meio da absorção do vírus pela mucosa”, ensina. Indagado sobre sexo oral, Jairo diz que a Bíblia não é explícita. “Particularmente penso que as carícias nas áreas erógenas, utilizando-se a cavidade oral, faz parte do jogo amoroso do casal. No entanto, a ejaculação dentro da boca é anti-higiênica, assim como a absorção do fluxo vaginal. Esses fluxos podem conter germes e ocasionar contaminação”, conclui.
Para o Pastor Jaime Kemp, 68 anos, pastor da Igreja Batista do Morumbi, que há mais de 35 anos se dedica ao ministério de aconselhamento de casais e tem livros publicados acerca do tema, além de ser para procriação, sexo representa prazer, lazer e felicidade no casamento. “A Bíblia não é moralista como nós somos e trata do sexo com naturalidade e santidade. ‘Digno de honra entre todos seja o matrimônio bem como o leito sem mácula, porque DEUS julgará os impuros e os adúlteros’ (Hb 13.4). Para DEUS, o que um casal faz no leito matrimonial é santo e puro—o leito só se torna contaminado com o adultério. Muitos distorcem essa passagem. O sexo foi criado por DEUS, não somente para a multiplicação como muitos pensam; mas também para o lazer, prazer e felicidade do casal. Já ouvi muitos líderes religiosos falarem muita bobagem a respeito da sexualidade, como por exemplo: ‘quanto menos relação sexual o casal tiver, mais santo se tornará’. Alguns definem o número de relação sexual que o casal deve ter por mês e muitos vêem pecado até nas posições sexuais. Nós, líderes, temos de respeitar o foro íntimo de cada casal. Podemos dar orientação sobre como melhorar o relacionamento, mas não podemos interferir na intimidade. A menos que haja doenças ou aberrações (como taras sadomasoquistas, pornografia e violência, dentre outras) o casal deve ter liberdade para descobrir sua caminhada sexual num diálogo franco, aberto e santo. A pergunta mais comum nos encontros de casais é sobre a prática do sexo anal. A Bíblia não é explícita nesse assunto. Ela fala da abominação da ‘sodomia’; em Romanos 1, lemos sobre o uso anti-natural dos homens e das mulheres, texto que fala contra o homossexualismo. A medicina desaconselha o sexo anal por várias razões: contaminação, disfunção, etc. Os casais o praticam por terem aprendido com a pornografia que, por sua vez, gera neles uma curiosidade pecaminosa. O assunto é muito delicado. Pessoalmente não recomendo. Aconselho os casais a variar o tipo de posição, porém sendo (e mantendo sempre) relação vaginal”, conclui. אַg
Até a Proxima Tchauuuuuuuuuuu
*-*Naira
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